domingo, 20 de fevereiro de 2011

Zakk Wylde - Book of Shadows (1995)

Você deve conhecer Zakk dos seus trabalhos com Black Sabbath, Black Label Society, ou Pride & Glory, mas esse é um trabalho solo de Zakk, totalmente diferente do que ele estava acostumado a fazer, mas não menos que excelente, como sempre alías.
Esse é um dos melhores álbuns que eu já ouvi, na verdade, nunca ouvi nada de Zakk que não gostasse, mas esse é o meu preferido. Mostra um Zakk mais introspectivos, com composições simples, mas carregadas de feeling. Um cd gostoso de ouvir e que trás um sentimento bom a alma.
Com um som que está entre o Southest e o Hard Rock, mas sem o peso comum a esses estilos, o cd é sereno e coeso do inicio ao fim. Sem guitarras distorcidas, sem vocais agressivos, só Zakk e uma guitarra acústica, cantando com sua tradicional voz rouca, músicas singelas, mas extremamente envolventes e que me fazem lembrar de dias de sol, e de alguns bons momentos que vivi.
Destaco as faixas "Between Heaven And Hell" que é uma daquelas músicas, que sempre me coloca um sorriso na cara, é exatamente como diz a canção "I'm lost somewhere Between Heaven and Hell". A melancólica "Sold My Soul", que é uma das músicas mais belas que ele escreveu e compôs na minha opinião, com um solo muito foda! "Road Back Home", é outra daquelas que me deixa com um nostalgia enorme, farto me de lembrar de coisas do passado e acho que é isso que a canção também representa, não há palavras para descrever.
No geral, um cd nostálgico, para ouvir em dias de sol e a sós consigo mesmo.

Racer X – Technicals Difficulties (1999)

O Racer X é a primeira banda de Paul “motherfucker” Gilbert, um dos guitarristas mais famosos do rock, principalmente pelo seu trabalho solo com o Mr. Big, mas esse é um trabalho mais técnico e mais pesado que a sua banda de maior sucesso comercial.
Sou fã declarado de Mr. Big, mas tenho que dizer que Racer X é foda demais, esse cd então é simplesmente um classico do Hard/Metal, cheio de grandes músicas e grandes músicos. Para a gravação desse cd a banda era composta por além de Paul Gilbert nas guitarras, John Alderete, um baixista simplesmente fodástico, Scott Travis (Judas Priest) detonando na bateria, e Jeff Martin nos vocais, cantando pácaralho!
A banda é extremamente técnica, fazendo um Metal muito bem trabalho e bem melódico. Me faz lembrar um pouco Angra, mas com muito mais competência. As musicas tem sempre ótimos e pesados riffs e composições que te fazem cantar junto cada refrão, sem contar os solos nervosos, entre os melhores que Paul Gilbert já gravou.
Um trabalho pesado, rápido, e sem muita frescura. E dar play e deixar tocar alto!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Back Door Slam – Roll Away (2007)

Gosto de musica velha, mas fico muito feliz quando encontro uma banda nova boa e penso que nem tudo está perdido para a musica. O Back Door Slam é uma dessas bandas, um power trio que te relembra os bons anos do rock.
A banda surgiu em 2006, e é formada pelos talentosíssimos Davy Knowles no vocal e nas guitarras, pelo baixista Adam Jones, e pelo baterista Roos Doyle, e trás um som influenciado por Clapton, Hendrix, e Cia.
Seu primeiro cd é o Roll Away de 2007, uma joia rara perdida no tempo. As vezes duvido que ele tenha sido gravado realmente em 2007, pois posso imaginar claramente uma multidão curtindo esse som em Woodstock, com suas faixas na cabeça, fazendo fogueiras ou outras coisas não tão legalizadas.
Bom o cd trás um blues bem trabalhado, envolvente, riffs marcantes, e Davy Knowles merece méritos pelo trabalho, pois como toca o mequetrefe. Davy tem um vocal grave, meio rouco, muito bom por sinal. Tocando você percebe claramente as influencias “hendrixianas”, me fazendo lembrar o próprio nos seus bons tempos com o Are You Experience, com solos sujos e nervosos.
Destaque para as faixas “Come Home” com um Riff de baixo muito marcante e ótimo ritmo, e “Heavy on My Mind” e “Outside Woman Blues”, duas musicas que com certeza Hendrix ficaria muito feliz em gravar.

Buddy Guy – Buddy’s Baddest

Buddy Guy é um dos membros da velha guarda do Blues, renascentista do som limpo e cristalino das tradicionais Fender Stratocasters®, compositor de melodias harmoniosas, dono de uma voz poderosa, e titulado por Sir Eric Clapton como “o maior guitarrista vivo”. Bom se o Eric Clapton disse, quem sou eu para discordar?
Buddy começou sua carreira em Chicago, no inicio da década de 60, e seu Blues sempre esteve associado a cidade. Negro, possui o típico vocal seco e rasgado, muito marcante e agressivo, e suas musicas seguem a linha do Blues tradicional, com a guitarras limpas e cristalinas, musicas envolventes, e ótimos arranjos com pianos e trabalho com backing vocals.
Todo a carreira de Buddy Guy é simplesmente genial, e qualquer um dos seus 33 álbuns entre estúdios e ao vivos merecem muito destaque, então deixo aqui a minha coletânea preferida, o álbum Buddy’s Baddest, que contém grandes clássicos da sua carreira como a animada Mustang Sally, e a linda balada Feels Like Rain.
Cd indispensável se voce curte o bom Blues.

Hudson Cadorini – Turbination (2008)

Hudson Cadorini, já ouviu falar? Não? E que tal sua ex dupla com seu irmão, Edson & Hudson? Aposto que você lembrou! Isso mesmo, de sertanejo a guitar hero brasileiro, essa é a trajetória que Hudson vem passando desde o seu primeiro trabalho solo, chamado Turbination, e o resultado eu diria que é no mínimo, surpreendente.
O cd é fruto da parceria com seu amigo Vinicius X, companheiro de Hudson para composições e arranjos, e como os mesmos contam no DVD Hudson Cadorini: O Massacre da Guitarra Eletrica (nome legal né?), as musicas foram compostas ao longo dos anos pelos dois. Acho que Hudson nunca lançou esse material antes por pressão de gravadora, por se tratar de um trabalho completamente diferente do que ele estava acostumado a lançar.
Hudson sempre atuou no cenário sertanejo, mas suas raízes são no rock’n’roll, e você já podia percebe sutilmente com a dupla Edson & Hudson, mas com o Turbination ele teve liberdade total para expor sua vertente rock, seu talento como guitarrista, e sua incrível musicalidade.
Turbination é um álbum quase integralmente instrumental, com exceção de 3 faixas com letras e onde Hudson canta. O cd apresenta um Hard Rock sisudo, pauleira, e muito técnico. A banda que acompanhou Hudson nas gravações conta com ninguém menos do que os Irmãos Busic, do Dr. Sin, sem contar a participação de Andreas “o beijoqueiro” Kisser, em uma das faixas.
Me arrisco a dizer que o álbum é o melhor cd de Hard Rock nacional, e Hudson está entre os meus 5 melhores guitarristas, não por sua técnica, mas principalmente por sua musicalidade como arranjador, mas essa é só a minha opinião. Fato é que se você curte Rock deveria dar uma chance ao cara, que não deixa a desejar a nenhum guitarrista famoso.
Destaques? O cd todo é incrível. Ouça e se surpreenda com musicas como “Deep Van Riff” e sua levada Van Halen de ser, A balada instrumental mais linda já feita “Zum Zum Zum”, “Delax” e seu ritmo alucinante, e “Deixa pra lá” com sua letra que de tão simples chega a ser filosófica.
Heresias para um, um ótimo trabalho para outros, Hudson mostrou que tem coragem de fazer o que gosta! E fez muito bem.

Hudson Cadorini – Por Que Não? (2010)

Por Que Não é o segundo trabalho solo de Hudson, lançado já com o fim da dupla com seu irmão, e se você gostou do primeiro cd e quer mais um pouco, esse pode não ser aquilo q você esperava. Esse cd é completamente diferente do primeiro trabalho solo de Hudson, menos em um aspecto, continua muito bom!
Enquanto o primeiro cd era composto quase que integralmente de musicas instrumentais, esse só possui uma, enquanto todas as demais faixas são cantadas por Hudson e Bruno Boncini. A inserção de letras nas musicas não foi à única mudança, na verdade, toda a temática do álbum mudou, diria até, que são para públicos alvo diferentes. Um cd bem mais comercial, onde Hudson tenta resgatar, ou não perder, seu antigo publico com seu irmão.
Com um rock romântico e melódico do inicio ao fim, é possível notar claramente as influencias sertanejas de Hudson nesse trabalho. Com letras que tratam quase exclusivamente de amor e relacionamentos, em grande parte de forma brega e cafona é verdade, mas muito divertido de ouvir. O cd teve ainda a participação de Matt Sorum, ex Guns’N’Roses, e Mike Inez do Alice in Chains.
Destaque para as faixas “Rosana”, uma versão de uma música homônima do grupo Toto, “Sem nada e sem ninguém”, com uma boa levada hard rock, e um refrão pegajoso, e “Eu Não Sei” com um riff bem definido e uma letra boa e divertida.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

The Black Crowes – Shake Your Money Maker (1990)

Como todas as 3 pessoas que lêem esse blog  já devem ter percebido, eu sou um grande fã do Hard Rock e do Blues, e um grande responsável por isso talvez seja esse disco, que ouvi pela primeira vez quando estava com uns 16 anos, em um final de aula de história, um pouco antes do professor pedir para eu tirar os fones do ouvido.
Vindos de Atlanta, o Black Crowes foi formado pelos irmãos Robinsons, que ressurgiram com o som típico dos anos 60 e 70, inspirados por bandas como Led Zeppelin, Rolling Stones, e Deep Purple, tanto na sonoridade quanto no visual e performances de palco.
Os dois irmãos Robinsons, juntamente com Jeff Cease, Johnny Colt e Steve Gorman formaram sem dúvida um dos grupos mais importantes para o ressurgimento do classic rock, e esse disco, o primeiro dessa trupe, está cheio do melhor que já se ouviu em termos de rock’n’roll. Esse primeiro álbum é uma forte investida na mistura rock/blues e a estreia é surpreendente. Com musicas diretas e sem frescura, misturando o psicodelismo em meio a baladas românticas, o grupo conseguiu vendeu mais de 4 milhões de cópias e com ele a banda foi eleita revelação do ano de 1990 pelos críticos americanos.
Destaque para as faixas "Twice As Hard" que abre o disco com o riff de slide já clássico de Rich Robinson. Em seguida vem o primeiro sucesso da banda, a Stoneana "Jealous Again". Para quem esperava outro rock direto, vem de surpresa a balada "Sister Luck" que começa calminha e vai crescendo até atingir seu ápice no final. "Could I've Been So Blind" leva a banda de volta ao ritmo rockeiro antes da bela balada "Seeing Things" que o refrão lembra um pouco a versão de Joe Cocker para "With A Little Help From My Friends" dos Beatles. A sexta faixa é a unica cover do disco, a regravação de "Hard To Handle" de Otis Redding que fez a banda estourar no mundo inteiro. A banda mostra de novo um Rock direto em "Thick N Thin". A balada "She Talks To Angels”, provavelmente a mais conhecida do disco, vem para acalmar os ânimos antes das rockeiras "Struttin Blues" (que não é tocada pela banda ao vivo desde 1991) e "Stare It Cold" que já virou clássico.
Shake Your Money Maker com certeza é uma das maiores estreias do Rock. Um disco sólido e com ótimas músicas desde a 1º a 10º faixa. Perfeito para quem quer viciar na banda, e se apaixonar de vez pelo rock.

Ray Charles – Ray (2004)

Não me pergunte como, nem porquê, mas até semana passada, quando vi o seu filme autobiográfico, eu não conhecia o trabalho desse grande musico da música negra americana. Fiquei apaixonado pelo modo de cantar e por aquela musica animada.
Ray foi nas décadas de 50 e 60 um dos grandes músicos da musica americana, aproveitando o sucesso que o rock tomava com ídolos como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, e Little Richard, Ray começou a fazer apresentações em bailes e logo viu sua música crescer pelo país.
Dono de um talento sobrenatural, Ray foi o grande nome da Soul Music americana na década de 50 e ajudou a consolidar o movimento, mas navegava com genialidade por outros ritmos, como o Jazz e o Blues. Excepcional pianista, Ray impressionava por onde passava com sua música animada e dançante, e seu belo vocal, seco e rasgado, típico da música negra. Era cego, o que o tornava ainda mais excepcional, principalmente por suas habilidades no piano.
Suas músicas eram direcionadas principalmente aos bailes, tradicionais nas décadas de 50 e 60, e por isso eram animadas e extremamente dançantes, mas também se destacou como intérprete de grandes baladas românticas, musicas essas que consolidaram sua carreira e se tornaram seus grandes sucessos comerciais.
Consegui alguns trabalhos de Ray, apesar de raros na internet e de qualidade não muito boa. Por isso, deixo para vocês o cd da trilha sonora do seu filme autobiográfico de 2004, composta exclusivamente com alguns dos seus inúmeros grandes sucessos. Ray faleceu em 2004, vitima de problemas no fígado, mas mostrando que música boa está acima do tempo!
Destaque para as faixas: I Got a Woman, Hit The Road Jack, I Can’t Stop Loving You, Georgia on My Mind, e What I’d Say.

Mr. Big - The Big, Bigger, Biggest (1996)

Mr. Big é uma das minhas bandas preferidas por vários motivos. Além de conseguir unir um dos melhores vocalistas da atualidade com um dos melhores guitarristas que já existiu, é talvez a banda de Hard Rock mais completa entre os quesitos harmonia x técnica.
A parceria entre Eric Martin e Paul Gilbert certamente foi uma das mais bem sucedidas do Hard Rock, pois Eric trás à banda a harmonia de vocais impecáveis, melódicos, e letras contagiantes, que tornam impossível você não se pegar cantarolando vez ou outra um dos inúmeros refrões grudentos. Paul por sua vez, trás técnica a banda, com sua monstruosa capacidade de tocar guitarra em todos os estilos. Um guitarrista versátil e dono de grandes riffs do Hard Rock.
Com mais de 20 anos de carreira, o grupo tem no currículo tudo que você pode esperar de uma boa banda de rock. Sonzeiras rápidas e sem frescura, baladas grudentas, solos de guitarra nervosos, lindas canções acústicas, tudo da melhor qualidade.
Deixo agora para vocês apreciarem, uma coletânea do grupo, a The Big, Bigger, Biggest de 1996, que tem vários dos grandes hits da banda. Destaques para as “pauleiras” Addicted to That Rush e Colorado Bulldog, a balada Green-Tinted Sixties Mind, e as acústicas To Be With You e Wild World, com seu clássico lá lá lá lá lá láá láá láááá.
AVISO: esse CD é altamente viciante!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Led Zeppelin - IV (1971)

Essa é uma banda que não tem muito o que se falar, até por que tudo que existe sobre ela já se foi falado, só venho aqui reforçar um ponto. Ela é foda!
O grupo tinha com membros o talentossísimo Robert Plant nos vocais, o mestre Jimmy Page nas guitarras, o grande John Paul Jones no baixo, e o monstruoso baterista John Bonham. Juntos se tornaram um dos maiores grupos de rock e blues que já existiu, influênciando milhões de bandas pelo mundo a fora.
Esse assim como outros albuns da banda, não possui um nome definido, sendo chamado de “IV” por ser simplesmente o quarto cd do grupo. É talvez o cd de maior sucesso comercial do grupo, e o que os tornou definitivamente o grupo mais importante do rock na década de 70.
O disco trás todo os estilos usuais da banda, misturando o tradicional Hard Rock cru e direto, com  com elementos do Folk e do Blues. Ainda há o belo vocal de Robert Plant, que eu diria que cartava feito um anjo, se isso não soasse tão gay. Jimmy Page arransando como sempre nas guitarras, trazendo solos classicos da historia do rock, e John Paul Jones e Bonhan, impecáveis na cozinha.
Há muitas lendas em torno do disco, envolvendo desde misticimos, tema comum na banda, até a venda da alma dos integrantes em troca do sucesso. Fato é que esse é um grande album, épico, hipnotizador, e intrigante, rock’n’roll da melhor qualidade, misturando músicas rápidas e agresivas, a baladas calmas e acústicas, com alguma leve sonoridades oriental.
Algumas musicas se tornaram atemporais, é o caso de Black Dog (rápida, com um riff fodastico), Rock’n’Roll (que tem tudo que um bom rock precisa ter), e a épica Stairway to Heaven ( Linda, clássica, e simplesmente perfeita).
Ouça sem dó nem piedade, e se vc já tiver tentado ouvir o cd de trás para a frente levanta a mão! \o/